segunda-feira, 13 de abril de 2009

Veja a Carta

Não é de hoje que a Carta Capital faz oposição a Veja.

Enquanto Veja tem ataca as práticas do governo federal, a Carta Capital faz ampla defesa do governo petista seja qual for a situação.

Não por acaso, o resultado de uma enquete que busca saber quem é o leitor da revista de Mino Carta é este:
Veja o resultado atualizado da enquete aqui.

domingo, 12 de abril de 2009

Carta à Veja

Revistas semanais são as campeãs em absurdos no jornalismo. Mas não deveria.

Por ter um tempo maior que os jornais, caberia à revistas fazer um jornalismo de análise com contextualização e profundidade. Ao invés disso o que se vê é um jornalismo puramente de opinião, em que se tenta amarrar ideias (velhas e batidas) a fatos que aconteceram durante a semana.

Na edição da revista Veja do dia 1º de abril (juro), a publicação se aventura em fazer uma defesa camuflada a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, que havia sido presa (e solta) dias antes, por sonegação fiscal. Mas isso não foi o que pior aconteceu na matéria de capa. Na introdução, a matéria policial, ganha viés político, com argumentos que beiram o absurdo.


Posto isso, resolvi escrever uma cartinha (e-mail) a Veja. Que segue:

Às vezes lendo as notícias tenho a impressão que ainda estamos na pré-história. Tanto pelo o que elas contam quanto pela mentalidade de quem as escreve. Gostaria de poder fazer um comentário melhor embasado sobre a última matéria de capa VEJA, mas confesso que nem tive paciência de ler mais nada depois que vi escrito que, “a riqueza no capitalismo moderno, é fruto do trabalho, ousadia e criatividade – e como tal, produz emprego, consumo, e outras oportunidades de negócio num ciclo virtuoso”. Gostaria muito de acreditar nisso. Aliás, acreditava, quando criança meu pai me deu uma rasa explicação das razões do mundo ser o que é. Hoje faria o mesmo pelo meu filho.

Mas acreditando que o público da VEJA seja adulto, esse público (eu) merece razoável respeito a sua inteligência.

De imediato, tive a impressão que a pessoa que escreveu não vive no mesmo mundo que eu. No mundo em que vivo o capitalismo não é moderno, é selvagem. O mercado está envolto numa grande crise financeira, em razão da sua total falta capacidade de prever os riscos de papeis podres e identificar as bolhas no crédito.

No mundo em que vivo a riqueza não é fruto do trabalho, talvez, no máximo, o sustento seja fruto do trabalho. Pois se alguns ganham em algumas horas mais que a grande maioria ganharia durante a vida toda, não é possível que, por mais vagabundos que sejam esses pobres, que eles tenham trabalhado tão pouco na vida. Há de se considerar também a tal “ousadia e criatividade” de pessoas iluminadas como o filho do presidente, que transformou sua paixão por videogames numa empresa altamente rentável, conseguindo até atrair como sócio outro gênio visionário das telecomunicações, Daniel Dantas.

É só um exemplo, mas poderia citar outros como o Phil Knight, dono da Nike, que ganha mais dinheiro que o batalhão de crianças que trabalham em suas fabricas na Ásia. E como é fisicamente impossível que Phil trabalhe mais que todas as “suas” crianças juntas, podemos deduzir que o que falta aos pequenos indonésios é “ousadia e criatividade”.

E por fim, no mundo em que vivo o consumo não é a solução, é parte do problema. O consumismo é o retrato da fragilidade do sistema econômico que o verdadeiro poder de compra esta restrito a alguns poucos. E não é possível que diante dos constantes debates em torno da sustentabilidade, alguém (ainda) imaginar que consumo é a solução. O mantra do consumo que governos cantam em tempos de crise é só um tapa-buraco do ponto de vista econômico de curto prazo. Mas uma catástrofe do ponto de vista ambiental, e em longo prazo, o apocalipse econômico também. Esse “ciclo virtuoso” de consumo é absolutamente insustentável, e se não tivermos isso em mente já, bem... isso vai complicar bastante a explicação para o meu filho de porque o mundo é o que é.

E por último (agora sim último), no mundo em que vivo, a potência comunista capitaliza os lucros do capitalismo enquanto a potência capitalista socializa os prejuízos. Então todo esse papo oitentista de esquerda e direita está pra lá de superado. Lógico que ainda existem as viúvas do muro de Berlim, ou os devotos de Margareth Thatcher, mas à medida que o mundo se alinha cada vez mais ideologicamente (se não ideologicamente, pela ausência total de ideologia), talvez seja a hora de perceber que essa segregação ideológica, além de só fortalecer “o discurso demagogo de credo esquerdista”, acaba jogando mais fumaça sobre o que é realmente relevante.
Resposta da Veja:
"SEU E-MAIL FOI RECEBIDO COM SUCESSO"


Que bom...


Roteirista de “Divã” apresenta pré-estreia na UniSant’Anna

O ator e roteirista Marcelo Barreto Saback esteve na última quinta-feira (02/04) na UniSant’Anna para apresentar a pré-estreia do filme “Divã”. Roteirista do longa, Saback adaptou a trama da peça teatral homônima baseada no livro da escritora Martha Medeiros. O filme, protagonizado por Lilia Cabral no papel de Mercedes, conta a história de uma dona de casa de classe média que resolve frequentar um psicanalista. As sessões que no início pareciam sem importância acabam gerando uma reviravolta na vida da personagem.

No evento que antecedeu ao filme, Saback contou as diferenças de se escrever para a tevê e para o cinema. “Nas novelas você atinge um público maior, então é preciso ter cuidado quando se aborda temas polêmicos como racismo e homossexualismo”.

A entrevista foi conduzida pelo professor Luciano Fraga, responsável por ministrar as disciplinas de Roteiro, Cenografia, Direção de Programas e interpretação para teatro, rádio e TV nos cursos de comunicação social da UniSant'Anna.


Uma aula de organização

A pré-estreia, promovida através de uma parceria da UniSant’Anna com a Brazucah Produções, foi organizado por alunos de RP (Relações Públicas) sob a coordenação do Professor Daniel Zimmermann.

“È fundamental essa oportunidade de vivenciar o que um profissional de RP faz na organização de eventos”, disse Jéssica Paganotto, uma das estudantes que trabalharam na organização da pré-estréia, e que arrecadou mais de 300 quilos em alimentos.

Barrados no Baile
Com o evento agendado para as 19h30, as portas do Anfiteatro foram fechadas pontualmente, e quem se atrasou teve que esperar até as 20h. Entre os atrasados estava o coordenador de Comunicação Social, Roberto Mecca, que aguardou junto com os demais até o horário determinado.